O Julho das Mulheres Negras começou em Mauá com uma atividade voltada à escuta, ao protagonismo feminino e à construção de propostas para políticas públicas. O primeiro encontro foi realizado em 16/07 pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres.
A programação municipal faz referência ao 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Ao longo do mês, as ações devem abordar temas como direitos, cuidados pessoais, cultura digital, capacitação profissional e proteção social.
Segundo a Prefeitura, a programação também considera o perfil das mulheres atendidas pela Secretaria em 2025. Das 645 mulheres que passaram pelos serviços, 275, ou 43%, declararam-se pretas ou pardas. Outras 215, ou 33%, declararam-se brancas, cinco amarelas e uma indígena. Em 149 registros, não havia informação sobre raça ou cor.
Os dados são usados para orientar ações de igualdade racial, autodeclaração e letramento racial, processo de compreensão sobre como o racismo se manifesta na sociedade e afeta o acesso a direitos e oportunidades.
Durante o primeiro encontro, as participantes assistiram ao documentário K-Bela, participaram de uma roda de conversa e contribuíram com a dinâmica Árvore do Bem Viver. Nela, cada mulher registrou em cartões suas percepções, necessidades e propostas sobre direitos, oportunidades e fortalecimento feminino.
Propostas vão formar carta municipal
As contribuições passarão a integrar o painel Vozes do Bem Viver: O que dizem as Mulheres Negras de Mauá, que será apresentado no encerramento da programação. O conceito de Bem Viver está relacionado à construção coletiva de condições dignas de vida, respeito, direitos e participação social.
O material reunido também dará origem à Carta de Mauá pelo Bem Viver das Mulheres Negras. O documento deverá apresentar sugestões para o fortalecimento das políticas municipais de igualdade racial e defesa dos direitos das mulheres.
Segundo a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cida Maia, ouvir mulheres que historicamente tiveram menos espaço de participação contribui para criar políticas mais próximas da realidade. As atividades seguem durante julho em equipamentos públicos, organizações sociais e instituições parceiras de diferentes regiões da cidade.







